Tudo que aprendi foi com alguém…

… mas quase tudo
foi com a Letícia

Existem poucos prazeres maiores do que estar com quem gosta. No meu caso, duvido que exista algo melhor do que estar com minha irmã, Letícia Gines.

Pouco profissional trazê-la para um portfólio? Talvez. Mas nossas histórias, aquelas que aprendemos a contar juntos, são as melhores. E quero que conheça algumas!

Roteirizado

Foi o nosso primeiro canal no YouTube. Fruto de uma pandemia em que sentíamos o tempo passar com a duração dos filmes e séries.

Nessa época, Letícia cursava Publicidade e Propaganda na sucursal da Cásper localizada dentro de nossa casa, assim, toda aula que assistia também virava minha. E eu, já no nono ano, pensava pela primeira vez em qual profissão seguir. Alucinado por literatura e por TV, só existia uma única resposta possível: roteirista.

A vontade de escrever me levou ao primeiro contato com produção de conteúdo e com teorias de redação audiovisual. Ainda em 2020, já tinha lido e relido ‘Story‘, do Robert McKee, e feito curso de Roteiro MasterScenes no Narratologia.

Conforme as séries iam passando, símbolos e histórias das telas impactavam o consumo da vida real. E em ‘The Office‘, Andy Bernard, aspirante a ator, fez ‘Sweeney Todd: O Cruel Barbeiro da Fleet Street‘, um musical.

Musical? Era nosso maior nojo. Não aguentávamos a cantoria pesada, os temas leves e liras sem sentido. Mas naquele ano, uma montagem da peça feita por um dos nossos personagens favoritos havia chego no Brasil com Rodrigo Lombardi no elenco; e, definitivamente, merecia nossa atenção.

E aquela simples história não ficou no meu cérebro como peça. Ainda hoje, posso viajar para a sensação de estar naquele mesmo espaço tremendo em calafrios que nunca tinha experimentado. Sweeney nos mudou: queríamos também os sentimentos que só podem ser contados ao vivo.

Assim nasce uma nova era: os

Irmãos Gines

Nosso perfil no Instagram focado em descobrir a aura que apenas manifestações artísticas ao vivo, como o teatro, carregam.

O grande objetivo era convencer outras pessoas da grandiosidade que qualquer história poderia ganhar quando bem contada. Contar um pouco sobre como havíamos gastado nosso tempo nos convencendo a ficar de fora dessas sensações. E, também, aumentar a possibilidade de rever Sweeney quando voltasse aos palcos, não só em São Paulo.

Felizmente, o musical anunciou um revival na Broadway em 2023. Lutamos com unhas e dentes para conseguir caixa, passagens, hotel e ingressos para abril de 2024.

Mas, como toda tragédia começa como comédia, além do visto que só poderia ser aprovado em maio, nossas passagens não existiam mais; havíamos comprado na 123Milhas. Em uma piada, meu pai ironizou que a única solução era ir de vassoura.

Não por menos, ‘Wicked’ retornava ao Brasil no Teatro Santander. Firmamos um trato: gastaríamos naquele mês parte do dinheiro que juntamos para fazer aquilo que íamos fazer – assistir histórias. E que, como consequência, participaríamos do Programa de Fidelidade, algo que revolucionou totalmente o hábito de consumo teatral paulistano, não para ganhar a vassoura, o maior prêmio do programa; mas para fazer as fotos que ninguém esqueceria. E se possível, chegar até Myra e Fabi, que interpretavam as protagonistas.

Para isso, mapeamos o nosso cenário e nossos pontos fortes: tínhamos uma página praticamente desativada por desânimo e a vontade de contar histórias. Em um mês, a página teve um crescimentos de quase oito vezes em relação ao seu público; além de um investimento no capital social e no networking de ambos.

Essa popularidade nos posicionou e alavancou dentro do meio de teatro musical, possibilitando contato com assessores e profissionais dentro de casas de espetáculo. No final, ganhamos a vassoura, a foto com as protagonistas – muito antes do esperado –, e um mundo de possibilidades.

Descrição da foto

Eu e Letícia com as protagonistas de Wicked; pintada de verde, a Elphaba da atriz Myra Ruiz, e com vestido rosa, a Glinda de Fabi Bang.

O pós-Wicked

Minha primeira coletiva de imprensa nasceu como resultado desses contatos. Ainda no Ensino Médio, cobri o lançamento de Matilda, que teve mais de 19 mil views e quase 1400 interações com perfil.

Perguntamos ao elenco adulto de Matilda – O Musical: “O que você quer ser quando crescer?”

“Quem foi seu grande professor?”: perguntamos ao elenco adulto de Matilda – O Musical e essas foram suas respostas

Perguntamos para nossa Srta. Phelps, Mari Rosinski (@marirosinski): quais 3 livros ela indicaria para crianças já crescidas?

Os vídeos trouxeram reencontros. Geni, a professora de ballet que Myra comenta no segundo vídeo, assistiu ao vídeo e pediu nossa ajuda para entrar em contato com a aluna que se tornou uma referência no mundo de teatro musical.

Os convites seguiram. Também cobrimos ‘Tarsila’, em que pude entrevistar Claudia Raia, ‘Cantando na Chuva’, que tem resenha publicada aqui, ‘Cabaret’, entre outros.

Gostamos tanto da atividade da entrevista que percebemos que 1 minuto e meio é pouco. Assim surge o

onde, como duplas, entrevistamos
duplas do teatro

O Sessão Dupla é um videocast sobre teatro musical apresentado por mim e pela minha dupla.

No programa, entrevistamos duplas do teatro paulistano para explorar a parceria nos palcos e nos bastidores da profissão, sempre com um olhar informativo e acessível; a partir de um entretenimento factual.

Tudo isso com o rigor jornalístico. O que só conseguiríamos com o apoio de nossas dupletes: Maria Júlia Blanes, Maria Luiza Malafaia e Tifanny Maria Costa.

Equipe do Sessão Dupla com nossos primeiros entrevistados

Como grande surpresa do destino, em nosso primeiro episódio, tivemos a honra de entrevistar o elenco de Sweeney Todd, a mesma peça que nos introduziu a esse mundo. Confira o episódio: