“O novo ouro do mercado é informação”: executivos do Santander e Mercantil projetam futuro da IA no setor financeiro

Matéria publicada na TI Inside

Durante o SAS Innovate On Tour, realizado ontem (12), André Horta, superintendente de crédito do Banco Mercantil, e Alexandre Sona, head de tecnologia do Banco Santander, avaliaram o panorama da adoção de IA no setor financeiro e o que esperar do futuro.

Ambos os executivos partiram do ponto de concordância que a implantação da tecnologia tem que ser apoiada em uma cultura forte. Horta, do Mercantil, disse acreditar que líderes deveriam ser mais ‘proativos’ e ‘exemplos’ aos seus funcionários.

Sona descentralizou a perspectiva de uma liderança, mas trouxe o letramento do uso como uma das estratégias. “Aquela empresa que conseguir ter lA, governança e evitar fraudes vai sair na frente. Quando falamos de implementação de IA não falamos só de ter, mas de ensinar as pessoas a usarem”, ele aponta.

O que já está em prática

O superintendente do Banco Mercantil trouxe como exemplo da aplicação de IA a hiper personalização e automação do atendimento ao cliente. “Temos uma meta bem alta de 98% first-call resolution, e a IA já vem ajudando muito nisso”, ele adiciona. 

A potencialização de trabalhos humanos por máquinas também está presente no Santander. “Criamos um analista de decisão por IA generativa. Não vamos substituir as pessoas, mas usar como um complemento, porque evita interferências humanas nos processos”, diz Sona.

O que está por vir

O head de tecnologia do Santander foi objetivo: “o novo ouro do mercado é informação”. Para ele, o maior número de dados possíveis orientará os negócios a tomar melhores decisões. “Dentro do banco, já falamos sobre certificados digitais de computação quântica. Precisamos usar dados para decisões, e agora, o tempo de resposta é imediato”, ele conclui.

Horta revelou que as duas principais linhas de investimentos na tecnologia do Mercantil são cloud e dados e IA. Mas, destaca que, para ele, a obsessão pela ferramenta sem um retorno claro pode ser perigosa. “Ter IA é um bom meio para ajudar a implementar negócios, mas esse valor será cobrado. Brincamos que, para quem só tem martelo, tudo é prego. Queremos levar tecnologia ao problema, e não problema à tecnologia”, avalia.